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| Sector do calçado apresenta plano para aproveitar sinergias do QREN |
| Nas comemorações do 20º aniversário do Centro Tecnológico do Calçado Português, foi apresentado o Plano Estratégico para o Calçado assim como o investimento de 30 milhões de euros na investigação, desenvolvimento e inovação, no decurso do programa ShoeInov. |
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| Desemprego paira no sector do calçado mas ainda se procuram operários |
| As profissões tradicionais do calçado - sector que tem um peso grande no municípios de Arouca, Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e S. João da Madeira - vão continuar a existir, mas há cada vez mais solicitações para tarefas de "valor acrescentado maior". |
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Funções nas áreas comercial, da distribuição e da concepção / desenvolvimento de produto são actualmente das mais procuradas pelas empresas.
Se as áreas do desenvolvimento são as mais exigidas actualmente, o mercado do trabalho não deixa de recorrer a actividades tradicionais, ligadas à produção. "O número de empregos no sector atingiu já o limiar mínimo, os que saem têm de ser substituídos", referiu Eduardo Costa, presidente do Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado (CFPIC).
Ao contrário da imagem que normalmente tem, o calçado é marcado por actividades altamente especializadas. "Não se põe uma costureira a fazer sapatos no mesmo tempo que indivíduos em empresas de cablagens", exemplificou o presidente do CFPIC. "O sector está a mudar, mal seria se não acontecesse isso. Não está acomodado", referiu o responsável.
As fábricas continuam a ter necessidade de costureiras, cortadores e montadores, profissões ditas tradicionais, mas que obrigam os activos a adquirir conhecimentos diferentes "por força da introdução de novos equipamentos e tecnologias". Por exemplo, na montagem há máquinas cada vez mais sofisticadas.
O sector atravessa uma fase de mudança qualitativa, com as empresas anteriormente dependentes de grande série a adaptarem-se a colecções mais pequenas, mas de valor acrescentado superior. "É um desafio grande, que obriga a maior cuidado de planificação, com quatro ou cinco modelos em simultâneo na linha e exigências maiores no abastecimento de matéria-prima e distribuição", explicou Eduardo Costa. Ao mesmo tempo, as empresas procuram novos mercados, controlar os canais de distribuição e o impor o sapato como componente da moda.
O calçado volta a estar associado a desemprego em massa, por força da ameaça que paira sobre os quase 1300 trabalhadores da empresa Rohde. Os operários saíram ontem da fábrica de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, sem receber novidades da Alemanha, onde decorre, até hoje, uma reunião do comité europeu de representantes sindicais do grupo que pode clarificar o futuro da multinacional de calçado a contas com um pedido de insolvência.
Os operários foram informados ontem que 50% dos salários de Março serão pagos terça-feira, já que nos últimos dias tem sido possível vender. "Saíram três camiões de mercadoria e há mais para entregar. Vimos as facturas e o dinheiro vai ser transferido para as nossas contas", declarou Cátia Duro, delegada sindical. A Rohde recebeu, no início da semana, um balão de oxigénio através de uma série de encomendas da multinacional Gabor que devem garantir a laboração até Junho. Estes três meses servirão, também, para dar tempo à sede para traçar um plano de reestruturação para viabilizar a fábrica portuguesa.
Fonte: DN Online |
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| Desemprego paira no sector do calçado mas ainda se procuram operários |
| As profissões tradicionais do calçado - sector que tem um peso grande no municípios de Arouca, Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e S. João da Madeira - vão continuar a existir, mas há cada vez mais solicitações para tarefas de "valor acrescentado maior". |
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Calçado faz nova investida em Espanha |
| A indústria portuguesa de calçado iniciou uma nova ofensiva no mercado espanhol. Mais de 40 empresas nacionais do sector deslocaram-se à Modacalzado, a principal plataforma comercial desta indústria na Península Ibérica. No ano passado, as exportações de calçado para Espanha cresceram quase 14%, para o recorde de 96 milhões de euros. |
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